11/11/2012

APOSENTADORIA DE ANTIGAS BARCAS AINDA ESTÁ LONGE, SEGUNDO JORNAL O FLUMINENSE

Por: Julianna Prado 11/11/2012

Mesmo com aluguel de novas embarcações mais modernas e rápidas, barcas com seis décadas de funcionamento continuarão a fazer o transporte na baía

Falta aproximadamente um mês e meio para que as novas embarcações alugadas pela concessionária CCR Barcas cheguem ao Brasil. Mas mesmo com o entusiasmo de reforçar a frota, a empresa informou que catamarãs mais antigos não serão retirados de circulação. É o caso das embarcações Itaipu e Lagoa. Desde o ano de 1952, antes de existir a Companhia de Navegação do Estado (Conerj), que era responsável pelo sistema aquaviário em 1977, elas já percorriam a Baía de Guanabara.
Em seis décadas de travessias, a embarcação Itaipu, por exemplo, já apresentou diversas panes ao longo dos anos. A mais recente foi em agosto, quando chegou a ficar à deriva por uma hora em plena Baía de Guanabara, deixando centenas de tripulantes angustiados. Mesmo assim, segue em frente fazendo viagens todos os dias, levando passageiros da Praça XV até a estação da Ilha de Paquetá.
Essas duas barcas prestam serviços para a empresa, que já passou por três administrações diferentes ao longo de 35 anos de existência. Mas até agora ninguém fala de “aposentadoria” para as embarcações.

Frota – A nova concessionária CCR Barcas - que administra o transporte aquaviário fluminense desde julho deste ano - informa que um acordo foi feito com o Governo do Estado para a compra de mais nove embarcações; passando de 19 para 30. O objetivo, segundo a assessoria de imprensa da concessionária, é  aumentar o número de assentos para passageiros e melhorar a rapidez entre os intervalos de uma barca e outra. No mínimo 1.009 lugares serão ampliados com a chegada dessas duas novas embarcações que estão vindo de Hong Kong.

A empresa que administra o transporte aquaviário, no entanto, ainda não possui uma confirmação se as novas barcas farão o percurso entre a Praça XV- Paquetá ou Praça XV- Cocotá, numa tentativa de melhorar o percurso que atualmente - com as barcas antigas - chega a demorar mais de uma hora.
Viagem – Moradora há 50 anos da Ilha de Paquetá, Maria Hilda dos Santos, aposentada de 68 anos, diz que todos os dias pega a barca para o Rio de Janeiro, e informa que constantemente as embarcações mais antigas apresentam defeitos e atrasos.

“Desde sempre uso a barca para ir ao Rio. É o único transporte que temos para fazer essa travessia. Mas todos os dias são colocadas barcas antigas para fazer o trajeto e elas não têm o mesmo conforto das modernas. Constantemente pego as barcas que volta e meia apresentam atrasos, às vezes de mais de meia hora. Também temos compromissos e acho que há necessidade urgente de uma troca das embarcações antigas por outras mais modernas”, avalia a aposentada, que sempre pega as embarcações nos horários de pico. Às 7h e às 17h45.

Estudo – Segundo o deputado estadual Gilberto Palmares (PT), que presidiu a CPI das barcas, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) encomendou estudo a professores da Coppe/UFRJ. Através de dados da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi diagnosticado que os modos de gerenciamento das embarcações estão fora dos padrões internacionais. Ou seja, cada embarcação possui vida útil de no máximo 30 anos, mas na prática, esse regulamento não estaria sendo seguido pela empresa.

Segundo o deputado Gilberto Palmares, das 19 embarcações da concessionária, 10 têm mais de 30 anos. Esse não cumprimento de regras seria um dos fatores que causam transtornos à população, já que além de se gastar mais com a manutenção, o gasto com combustível é maior, e ainda por cima, as embarcações não são tão velozes quanto as novas, causando mais lentidão na prestação do serviço.
“Com esse estudo da Coppe percebemos que atualmente 200 homens trabalham na manutenção destas 19 barcas. Dividindo 200 por 19, temos um total aproximado de dez homens para fazer a manutenção de cada embarcação. Isso não está correto, está fora dos padrões internacionais. O certo seria de quatro a cinco homens para fazer a manutenção em cada embarcação. Mas como elas quebram várias vezes, em pontos diferentes, a empresa acaba colocando um número maior de funcionários para fazer a manutenção, gastando muito mais. Esse gasto poderia ser investido em outras embarcações, mas acaba sendo usado para fazer reparos”, avalia o deputado.

A CCR Barcas, através de sua assessoria de imprensa, argumenta que todas as barcas tradicionais foram reformadas e passam por um rigoroso programa de manutenção.
Sobre o gasto com o combustível das embarcações antigas, o diesel marítimo, a concessionária argumenta que varia, dependendo do tipo de embarcação e do trajeto.

Tarifa – Atualmente o valor cobrado pela concessionária é de R$ 4,50 para as quatro linhas: Praça XV- Niterói, Paquetá, Cocotá, Mangaratiba e Angra dos Reis. Há um desconto para todas as linhas de R$ 3,10 para quem utiliza o bilhete único, exceto na linha seletiva de Charitas, onde a tarifa cobrada é de R$ 12.

O Fluminense 

Fonte: http://www.ofluminense.com.br/editorias/cidades/aposentadoria-de-antigas-barcas-ainda-esta-longe 

07/11/2012

AUMENTO DE TARIFA NA BARCA FOI JUSTO, CONCLUI AUDITORIA - SEGUNDO JORNAL O DIA


Cálculo feito por grupo da UFRJ revolta deputados, que queriam passagem mais barata

POR Maria Luisa Barros

Rio -  Auditoria nas contas das barcas apontou que, para surpresa de autoridades, a empresa que recebe a tarifa de 29 milhões de passageiros por ano só teve prejuízo em suas operações, apesar de explorar estacionamentos, propagandas e aluguel de lojas nos terminais das embarcações.

Somando todas as operações realizadas pela companhia, entre 2003 e 2008 o “rombo” na contabilidade teria sido de R$ 98 milhões.

Pelo estudo, passageiros deveriam pagar R$ 4,51 até fevereiro de 2013 para que a concessionária não fique no vermelho, o que justificaria o aumento de 60% na tarifa praticado em março deste ano: passou de R$ 2,80 para R$ 4,50. Quem usa Bilhete Único paga R$ 3,10.

O cálculo foi feito pela Fundação Coppetec, da UFRJ, a pedido do governo estadual, que subsidia o Bilhete Único das barcas e também arcará com a compra de nove embarcações e reforma de terminais para a companhia.

Foto: João Laet / Agência O Dia
No mês de março, a passagem das barcas saltou de R$ 2,80 para R$ 4,50. Segundo auditoria da Coppetec, valor teria que ser R$ 4,51 até 2013 | Foto: João Laet / Agência O Dia
Apresentado nesta terça-feira na Alerj, o relatório foi criticado por deputados da Comissão Especial de Barcas, que esperavam pedir revisão na passagem Rio-Niterói.

“A CCR Barcas não é obrigada a alugar lojas ou manter estacionamento. Se dá prejuízo, por que continua?”, diz o presidente da comissão, deputado Gilberto Palmares (PT).

 A devassa nas contas não teve o efeito esperado. “A auditoria era para abrir a caixa-preta das barcas. Pelo visto não conseguiram”, critica Palmares.

Segundo ele, o estudo não considera o fim das cinco viagens da madrugada e a receita da linha mais rentável: a Praça 15-Charitas. A viagem de 20 minutos em embarcações com ar custa R$ 12. O resultado da Coppetec contradiz a Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapeu) de Santa Catarina.

Relatório de 2008 apontou que com a receita da Linha Charitas, o prejuízo seria R$ 13 milhões menor. Desde março, passageiros, como a doméstica Gecilda Monteiro Nogueira, 52 anos, pagam o transporte público mais caro do Rio. “E o serviço é ruim”, reclama.

Embarcação velha exigiria uma tripulação maior

A auditoria concluiu que os itens que causam mais impacto nos custos da concessionária são os salários dos funcionários e combustível.

De acordo com o estudo, o gasto com folha de pagamento de trabalhadores é alto porque a empresa precisa manter oito tripulantes por embarcação, uma vez que a maioria tem mais de 50 anos e exige mais manutenção.

A média mundial é de quatro tripulantes por embarcação. “Os usuários pagam o pato. As passagens são altas, o serviço é precário, as embarcações são antigas e as autoridades assinam embaixo das informações da concessionária”, diz Palmares.

O deputado Comte Bittencourt (PPS) discordou do resultado. “É brincadeira. De 2008 para cá, passageiros aumentaram, e a empresa teve isenção de ICMS”, criticou. O secretário de Transportes, Julio Lopes, sugeriu que a Alerj contrate outra empresa para avaliar os dados.

Fonte: http://odia.ig.com.br/portal/rio/aumento-de-tarifa-na-barca-foi-justo-conclui-auditoria-1.511945


21/10/2012

COMISSÃO DAS BARCAS SE REUNE COM PRESIDENTE DO TCE-RJ, SEGUNDO MONITOR MERCANTIL


Comissão das Barcas se reúne com presidente do TCE-RJ  

19/10/2012 - 16:41:23

A Comissão Especial da Assembléia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), criada para acompanhar a auditoria nas Barcas, presidida pelo deputado Gilberto Palmares (PT), vai se reunir com o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), Jonas Lopes de Carvalho, na próxima segunda-feira, na sede do tribunal.

De acordo com Palmares, o objetivo é pedir ao presidente do TCE que passe a fiscalizar as contas da Concessionária Barcas S.A.

- A comissão entende que é necessário que o Tribunal de Contas do Estado passe a fiscalizar as contas da concessionária Barcas S.A. Antes não existia essa fiscalização, com o argumento de que toda a receita era obtida com a venda das passagens. Atualmente, há dinheiro público aplicado nas barcas. O governo subsidia parte das passagens; o governo se endividou junto ao Banco do Brasil para comprar nove novas embarcações e para reformar as estações. Portanto é necessário que o TCE passe a fiscalizar - argumentou Palmares.

Fonte: http://www.monitormercantil.com.br/index.php?pagina=Noticias&Noticia=121622&Categoria=RIO

24/09/2012

BARCAS VÃO GANHAR ESTAÇÃO DUAS VEZES MAIOR EM NITERÓI, SEGUNDO O DIA.

Terminal refrigerado será construído sobre estrutura condenada pela Defesa Civil

POR Christina Nascimento

Rio -  Dois meses após assumir o comando das barcas, o Grupo CCR anunciou, ontem, a ampliação da Estação da Praça Arariboia, em Niterói.

O novo espaço vai incluir a antiga estação da Aerobarcos do Brasil Transportes e Turismo (Transtur), cuja estrutura foi condenada, com recomendação de demolição, pela Defesa Civil Municipal.

A concessionária  diz que técnicos de sua equipe fizeram minuciosa avaliação da construção e concluíram não ser preciso pôr o terminal abaixo, como havia concluído o relatório técnico divulgado com exclusividade pelo O DIA em 29 de abril.
Foto: Reprodução
Terminal ampliado terá duas salas de embarque com total cobertura por câmeras e refrigeradas | Foto: Reprodução
“É verdade. Tem um relatório da Defesa Civil com o Corpo de Bombeiros que faz considerações a respeito da infraestrutura. Desde a entrada da CCR no grupo, a primeira coisa que fizemos foi vistoria nesta área. Já detectamos alguns problemas, mas nenhuma necessidade de se fazer demolição. Precisamos fazer todo um trabalho de restauração e reforço dessa infraestrutura, para aí, sim, colocar em operação”, afirmou o presidente da concessionária CCR Barcas, Márcio Roberto de Morais. O novo relatório de vistoria, no entanto, até esta segunda-feira à noite não havia sido divulgado.

A previsão é que o novo espaço de passageiros fique pronto em 12 meses. Toda a área será fechada e refrigerada, com câmeras de monitoramento. Os comerciantes que atuam no local serão realocados.

Com a ampliação, a estação terá dois salões de embarque, duplicando a capacidade de absorver usuários, e 48 catracas. Hoje, são 14. Atualmente, o espaço suporta dois mil passageiros na área de embarque. Só para se ter ideia do problema, em horário de rush, seis mil pessoas procuram a estação. Por isso, muitas ficam do lado de fora do terminal.

“A área que será construída é mais do que o dobro do espaço que temos hoje. Com a reforma, mesmo quem ainda não estiver embarcando e quiser ficar num dos salões de espera, estará num lugar com ar-condicionado”, explicou Morais.

Integração de modais

Quinhentos metros à frente da Estação da Praça Arariboia, em Niterói, será construído terminal que vai agregar passageiros da Linha 3 do metrô, dos ônibus e das barcas.

Com isso, segundo o secretário estadual de Transportes, Julio Lopes, o passageiro sairá do coletivo ou do trem e entrará diretamente na estação.
Foto: Reprodução
Um dos catamarãs alugados de Hong Kong que vão operar na Linha Praça 15-Arariboia em dezembro | Foto: Reprodução
Outra melhoria para os passageiros já deverá ser sentida em dezembro, quando duas embarcações, vindas de Hong Kong e alugadas pela CCR Barcas, farão parte da frota.

Serão mais 1.600 lugares por hora na linha Praça 15-Arariboia. “A ideia é que a gente coloque também algumas embarcações na linha Paquetá-Cocotá”, anunciou Márcio de Morais.

Relatório aponta risco até para realizar a inspeção

O relatório da Defesa Civil, feito em 2009, diz que o avançado estado de deterioração da estrutura — condição dos pilares — no terminal da Transtur de Arariboia não permitiu nem a inspeção de mergulho.

O documento também revela que a estação da Transtur na Praça 15 oferece risco “inaceitável”, pois o simples movimento da maré pode desencadear um processo de instabilidade na estrutura de consequências “imprevisíveis”.

Como o estado geral de conservação é altamente preocupante, a própria demolição, segundo os técnicos, envolve risco. Os espaços da Transtur foram transferidos pelo estado para a concessionária Barcas no início deste ano.

Em situação de risco e condenada está também a estação da Transtur da Ilha de Paquetá, de acordo com o documento. Os técnicos não recomendam que o espaço seja colocado em operação para passageiros e para uso de atracação de barcas.

Sobre o Terminal de Arariboia, em Niterói, a CCR Barcas disse que a inspeção feita recentemente foi realizada por profissionais que atuam na avaliação e estudo das estruturas da Ponte Rio-Niterói.
Foto: Reprodução
Imagens de relatório de 2009 feito pela Defesa Civil mostram estrutura deteriorada no terminal da Transtur | Foto: Reprodução
(...)
 
Fonte: http://odia.ig.com.br/portal/rio/barcas-v%C3%A3o-ganhar-esta%C3%A7%C3%A3o-duas-vezes-maior-em-niter%C3%B3i-1.490986
 

17/09/2012

BARCAS É OBRIGADA A IMPLEMENTAR SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM ESTAÇÃO, SEGUNDO JORNAL O DIA


 O Juízo da 1ª Vara Empresarial da Capital aceitou liminar do MP determinando que a concessionária CCR Barcas implante projeto de segurança contra incêndio e pânico na estação da Praça XV, no prazo de 60 dias, devidamente aprovado pelo Corpo de Bombeiros.

De acordo com a decisão judicial, em caso de descumprimento da ordem, a empresa está sujeita ao pagamento de multa diária de R$ 10 mil. A Justiça determinou ainda que a Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes (Agetransp) realize inspeção no local em 30 dias.
A irregularidade foi constatada pela Diretoria Geral de Serviços Técnicos do Corpo de Bombeiros (DGST). Em ofício encaminhado ao MPRJ no dia 22 de junho, o órgão informa ter aplicado auto de infração à concessionária por não cumprir a exigência de apresentar projeto de segurança contra incêndio e pânico.

Esse projeto foi exigido em notificação do Corpo de Bombeiros expedida em maio de 2009, acompanhada de laudo de exigências para as estações da Praça XV, Arariboia e Paquetá.

Em janeiro de 2011, a concessionária apresentou projeto elaborado pela empresa AGF Segurança Contra Incêndios Ltda para a estação de Arariboia. Para a estação Paquetá, foi emitido certificado de aprovação, também regularizando-se a situação. Já o projeto de segurança apresentado para a Estação da Praça XV acabou sendo negado pela DGST.

Segundo a ação, já se passou o prazo de pouco mais de três anos para que a concessionária se adequasse aos padrões de segurança estabelecidos pelo Corpo de Bombeiros. Não é mais cabível nova prorrogação de ajustamento.

Em nota, a CCR Barcas esclareceu que a concessionária ainda não foi notificada oficialmente, mas está dando andamento ao projeto de adequação da Estação Praça XV, conforme notificação do Corpo de Bombeiros.

Ainda segundo o texto, as exigências do Corpo de Bombeiros relativas às estações Praça Arariboia e Paquetá já foram atendidas.
 
Fonte: http://odia.ig.com.br/portal/rio/barcas-%C3%A9-obrigada-a-implementar-seguran%C3%A7a-contra-inc%C3%AAndio-em-esta%C3%A7%C3%A3o-1.488166

07/08/2012

COMPANHIA DAS BARCAS SUSPENDE COBRANÇA POR TRANSPORTE DE BAGAGENS, SEGUNDO SRZD

A CCR Barcas, concessionária que administra as barcas, decidiu suspender a decisão de cobrar pelo transporte de bagagens nas embarcações. A medida seria praticada em seis linhas. A empresa divulgou uma nota de esclarecimento. "A CCR Barcas vem esclarecer a toda sociedade e, especialmente, aos seus usuários, que a cobrança de tarifa para o transporte de cargas e bagagens não será alterada e que as recentes mudanças não serão efetivadas. Deixamos claro, também, que está suspensa, até aviso em contrário, a proibição do transporte de cargas e bagagens para Paquetá durante os fins de semana", divulgou a empresa.

A companhia confirmou também que vai se reunir ainda nesta segunda com a agência que regulamenta os transportes no estado (Agetransp) para discutir o transporte de cargas na linha de Praça Quinze-Paquetá, durante os fins de semana. Os usuários ficaram revoltados com a medida anunciada pela concessionária de cobrança extra pelo pelo transporte de bagagens nas embarcações. Os moradores de Paquetá estavam proibidos de viajar com malas nos fins de semana e não havia nem balanças disponível para a pesagem, o que gerou uma grande irritação por parte dos usuários.

Fonte: http://www.sidneyrezende.com/noticia/180819+companhia+das+barcas+suspende+cobranca+por+transporte+por+bagagens

06/08/2012

USO BARCA APOIA A PANELA DE PRESSÃO DO MEU RIO





Pressione a AGETRANSP e o secretário estadual JULIO LOPES pelo link:

www.penaladepressao.org.br


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Barca não é avião, é pra população!


Há muito tempo os passageiros que usam o serviço das Barcas no estado do Rio de Janeiro sofrem com o descaso com que é prestado o serviço.

Aumentos abusivos, filas quiilométricas, estações lotadas e sem infraestrutura. O transporte público que deveria ser pensado para o conjunto da população que o utiliza todos os dias, acaba sendo visto como o lucro de quem os controla.

A Agência reguladora do estado (AGETRANSP) e o próprio governo estadual que deveriam estar atentos às necessidades da população, sempre passam por esses episódios de maneira leviana e negligente.

No início do ano, foi anunciada a compra da Barcas S/A pela concessionária CCR, que também administra a Ponte Rio-Niterói.

O primeiro anúncio que a nova dona do transporte fez foi a cobrança por excesso de bagagem em todas as linhas de funcionamento.
Cada passageiro, que em um terceiro volume contenha mais de 5kg, pagará uma tarifa progressiva por quilo excedente.

Decidimos exigir a revisão imediata da decisão de cobrar por excesso de bagagem e ainda uma revisão completa da lei que reúne outros pontos que tornam o serviço péssimo!


É verdadeiro absurdo, já que, em muitos momentos, o serviço chega a ser a única alternativa dos cidadãos. Estudantes e trabalhadores carregando livros, bolsas e pastas serão obrigados a passar por uma pesagem, como se estivessem a ponto de embarcar em um avião. Definitivamente a qualidade do transporte é muito inferior a oferecida pelas viagens aéreas.

O que garante que a empresa concessionária cobre essa taxa é a famosa deliberação 84 de 2006, da Agetransp, que define ainda a enorme cobrança pelo uso da bicicleta nas embarcações durante a semana, medida que vai radicalmente contra uma política de fomento ao uso de bicicletas como transporte alternativo, para desafogar o trânsito caótico que cresce a cada dia nas cidades.

Um ponto, ainda mais grave e inconstitucional, segundo a OAB, é o que acontece na travessia de Paquetá, onde o transporte de volumes e cargas é restrito a um horário específico e reduzido, ferindo o direito de ir e vir.

Exigimos, então, a revisão imediata da decisão de cobrar por excesso de bagagem e a revisão completa de toda a deliberação 84/2006, no que diz respeito ao uso das bicicletas e horários de transporte de cargas em paquetá.

Fonte: http://www.paneladepressao.org.br/campaigns/66



03/07/2012

USUÁRIOS RECLAMAM DE ATRASOS NA SAÍDA DAS BARCAS DUARANTE A MANHÃ, SEGUNDO O FLUMINENSE

Por: Ruy Machado 02/07/2012

Semana começou com transtornos na estação Araribóia do transporte marítimo. Concessionária teria disponibilizado embarcações extras para solucionar problema


A Semana começou com transtornos na Estação Araribóia, em Niterói, para os usuários do transporte marítimo da Barcas S/A. Quem optou por realizar a travessia Niterói-Rio de Janeiro utilizando as barcas encontrou problemas na hora do embarque na manhã de segunda-feira. Usuários reclamaram através de redes sociais sobre os atrasos na saída da embarcação para o Rio. O mesmo problema teria ocorrido na Estação de Charitas, onde os atrasos nos embarques teriam durado um pouco mais.

De acordo com os usuários, a embarcação das 9 horas teria sofrido atraso de 15 minutos, o que ocasionou grandes filas no Centro de Niterói. Segundo a concessionária, embarcações extras foram disponibilizadas para minimizar os problemas. Quem esteve mais cedo na estação de Araribóia reclamou. Na estação de Charitas também houve confusão.

“É um absurdo. Cheguei na Estação de Charitas às 8h40. Já tinha fila do lado de fora e o Catamarã Avatares estava saindo. Entrei na estação com o sistema deles informando que a saída seria às 9 horas. Para minha surpresa o Catamarã Avatares deveria fazer a mesma viagem. Óbvio que não iria conseguir ir e voltar em apenas 20 minutos”, disse um dos usuários, sem se identificar.

Em nota, a Barcas S/A informou que “nesta manhã (2/7), um dos catamarãs que operam na linha Charitas-Praça XV precisou sair de operação, momentaneamente, para que grande quantidade de lixo flutuante fosse retirada dos dutos de refrigeração dos motores da embarcação.”

Ainda segundo a nota “durante o horário de rush da manhã, foi registrado intenso tráfego na Baía de Guanabara, que também influenciou para que ocorressem atrasos de 10 a 15 minutos nos horários de partidas de algumas viagens. No entanto, o intervalo médio entre uma viagem e outra se manteve de 15 minutos. Por volta das 10h30, a operação se normalizou no trajeto”.

A concessionária informou também que na linha Praça Araribóia-Praça XV não houve registro de atraso. Filas de até 10 minutos se formaram no acesso à estação, e quatro viagens extras foram realizadas para atender à grande concentração de passageiros no horário de rush”.

Licitações – A Secretaria de Estado de Transportes está em vias de liberar dois processos licitatórios para a compra de nove novas embarcações para a travessia Rio-Niterói e para a reforma das estações da Praça XV e Araribóia.

Os cerca de R$ 300 milhões investidos fazem parte do Programa de Melhoria da Infraestrutura Rodoviária e Urbana e da Mobilidade das Cidades do Estado do Rio (Pró-Cidades). Serão sete novas barcas com 2 mil assentos e duas com 500.


 Fonte: http://jornal.ofluminense.com.br/editorias/cidades/usuarios-reclamam-de-atrasos-no-embarque-das-barcas

14/06/2012

ESTADO AUTORIZA TRANFERÊNCIA ACIONÁRIA DA BARCAS S/A PARA O CCR, SEGUNDO O GLOBO NITERÓI

Com isso, o grupo passará a operar as seis linhas do transporte aquaviário de passageiros

O Globo
Publicado:
14/06/12 - 13h20
Atualizado:
14/06/12 - 13h20


RIO - A aquisição de 80% das ações da concessionária Barcas S/A Transportes Marítimos pela Companhia Brasileira de Participações em Concessões (CPC), empresa controlada pelo grupo CCR, foi autorizada pelo governo do Estado do Rio de Janeiro. O despacho está publicado no Diário Oficial desta quinta-feira.

O contrato de compra e venda entre as duas empresas foi firmado em abril, mas a conclusão do processo dependia do cumprimento de algumas exigências, como a aprovação do poder concedente. Com a autorização da transferência do controle acionário, o grupo CCR passará a operar as seis linhas do transporte aquaviário de passageiros, que estavam sob a responsabilidade da Barcas S/A, na Baía de Guanabara e na Baía de Angra dos Reis.

Fonte: http://oglobo.globo.com/niteroi/estado-autoriza-transferencia-acionaria-da-barcas-sa-para-ccr-5201594

07/06/2012

BARCAS TERÃO SEGURANÇA EXTRA A PARTIR DA SEMANA QUE VEM, SEGUNDO JORNAL O FLUMINENSE



Policiais militares trabalharão nas estações e dentro das embarcações. Cerca de 120 PMs vão oferecer o apoio, que será implementado gradativamente e sem prazo final

As barcas vão contar com segurança extra a partir da segunda semana do mês de junho. Cerca de 120 policiais militares atuarão nas estações das Barcas e nas embarcações, e terão o apoio das equipes treinadas e dos controladores da concessionária Barcas S/A, que administra o serviço.

As primeiras estações a receberem o policiamento serão a da Praça Araribóia, em Niterói, e a da Praça XV, no Rio. Os policiais trabalharão fardados, e a ação será feita de forma gradativa e por tempo indeterminado. O apoio dos PMs será oferecido, inicialmente, nos horários compreendidos entre as 6h e as 14h, e das 15h às 23h.

A iniciativa faz parte do Programa Estadual de Integração da Segurança, o Proeis, que permite o trabalho voluntario dos agentes de polícia em horários de folga para a complementação de renda com gratificações por horas extras trabalhadas.


O FLUMINENSE

Fonte: http://jornal.ofluminense.com.br/editorias/policia/barcas-contarao-com-seguranca-extra-partir-da-proxima-semana

05/06/2012

PROBLEMAS EM ROLETAS CAUSAM FILAS GIGANTESCAS NA ESTAÇÃO DAS BARCAS NA PRAÇA ARARIBÓIA, SEGUNDO AGÊNCIA O GLOBO/YAHOO

Por Rafaella Barros (rafaella.barros@oglobo.com.br) | Agência O Globo – qua, 30 de mai de 2012


RIO - Passageiros que chegam à estação das barcas, na Praça Arariboia, em Niterói, enfrentam filas de 20 minutos para o embarque na manhã desta quarta-feira. Segundo a assessoria da Barcas S/A, duas roletas apresentaram problemas técnicos na manhã desta quarta-feira, e o reparo de ambas está sendo feito.

Ainda de acordo com a concessionária, a quantidade de passageiros nesta manhã está além do normal. Até as 9h três viagens extras foram feitas para dar conta do volume de passageiros nas filas. Nenhuma embarcação apresentou problemas. As partidas para a Praça Quinze são feitas a cada 10 minutos.

Apesar de ter informado que as filas duravam 20 minutos, houve relatos de que o tempo de espera chegou a meia hora. No Twitter, muitos passageiros reclamavam. O Leandro Rodrigues (@lecarv) tuitou "Filas enormes nas barcas e ainda com roletas quebradas e um tecnico desesperado tentando consertar". @Pit_Vianna desabafou no microblog: "Meia hora na estação das Barcas Araribóia para embarcar. Até quando os usuários das Barcas serão reféns da má administração das Barcas/Sa?"

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/problemas-roletas-causam-filas-gigantescas-estação-das-barcas-123055800.html

03/05/2012

BARCA S/A TERÁ QUE EMITIR COMPROVANTE, SEGUNDO JORNAL O SÃO GONÇALO

A Concessionária Barcas S/A tem 60 dias para instalar sistema que forneça ao passageiro comprovante contendo dia, hora e local de embarque. A decisão é do desembargador da 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Antônio Carlos Esteves Torres, mantendo parecer da 5ª Vara Empresarial, que já havia concedido liminar à ação coletiva de consumo da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) contra a concessionária. O objetivo é que os usuários tenham como comprovar que estavam dentro da embarcação em caso de acidente. 

O fato do passageiro não ter como comprovar pode explicar a baixa quantidade de processos movidos contra a Barcas S/A. Foram pouco mais de cem (de 2005 a 2010), enquanto o número de pessoas vítimas de problemas com embarcações é infinitamente maior. A estimativa de usuários que estavam dentro de catamarãs que se acidentaram nesse período é de cerca de 17 mil (média de mil usuários por embarcação). A assessoria de imprensa da concessionária foi procurada, mas não foi encontrada.

Fonte:http://www.osaogoncalo.com.br/site/geral/2012/4/27/39904/barcas+s+a+ter%C3%A1+que+emitir+comprovante+

24/04/2012

MP VAI INVESTIGAR COBRANÇA IRREGULAR DE PASSAGENS DAS BARCAS


Estação Araribóia: fiscais do Procon vão intensificar fiscalização
Estação Araribóia: fiscais do Procon vão intensificar fiscalização Foto: Marcelo Piu

Lívia Neder - O Globo
O Ministério Público vai instaurar um inquérito para apurar possíveis irregularidades na cobrança das passagens das barcas, feitas por meio do Bilhete Único. Fiscais do Procon estiveram, nesta terça-feira, na Estação Araribóia, em Niterói, e verificaram que, em alguns casos, está sendo debitado do cartão — que dá direito à passagem a R$ 3,10 — o valor cheio da tarifa, de R$ 4,50. Outras fiscalizações serão feitas nos próximos três dias para avaliar o percentual de usuários prejudicados.

O promotor de Justiça de Tutela Coletiva e Defesa do Consumidor, Augusto Vianna, revela que esse não é o primeiro inquérito que ele abre para apurar irregularidades na cobrança de tarifas do Bilhete Único. Outra investigação, em curso, apura a falta de descontos em tarifas de ônibus intermunicipais, que seriam previstas pela regra do sistema de integração.

— O consumidor precisa estar atento na hora que passa o cartão de passagem. Muitos nem percebem quando ocorre uma cobrança irregular. De acordo a denúncia do Procon, esses erros de cobrança parecem que não são isolados. Vamos verificar se há falha sistêmica. Se comprovarmos, vamos solicitar que o problema seja sanado imediatamente e que os valores cobrados irregularmente sejam devolvidos aos usuários — disse o promotor.

Segundo o advogado do Procon, Guilherme Marques, durante a fiscalização, além de flagrar a irregularidade na cobrança, os agentes foram abordados por diversos passageiros que reclamavam do mesmo problema.

— Recebemos denúncias de usuários e constatamos o problema. Desta quarta a sexta-feira vamos realizar novas fiscalizações para termos uma noção da proporção da cobrança irregular — explicou.


Fonte: http://extra.globo.com/noticias/rio/mp-vai-investigar-cobranca-irregular-de-passagens-das-barcas-4673216.html

10/04/2012

CCR E BARCAS, SEGUNDO COLUNA DO SÉRGIO BARRETO MOTTA DO MONITOR MERCANTIL

CCR e barcas
A possibilidade de o grupo CCR assumir o controle da Barcas SA é um absurdo completo. Ainda bem que o Ministério Público contesta a transação. Foge à razão que um grupo domine o acesso rodoviário entre Rio e Niterói e também a ligação marítima. Na Europa e Estados Unidos essa pretensão sequer seria protocolada em uma agência de transportes, sendo negada liminarmente. No comando da ponte, a CCR só faz pintar faixas e cobrar pedágios. Tem estudos sofisticados, até para instalar uma via férrea acoplada à atual estrutura, mas opta por não investir e enriquecer com tarifas em uma via superlotada. As Barcas deveriam ser relicitadas, não cedidas a um grupo bilionário, após aumento de tarifas de 60%.
Sem muita cobertura da grande imprensa, a Via Dutra é um entrave ao desenvolvimento fluminense. As obras na Baixada só foram feitas desde que o senador Lindberg Farias, como prefeito de Nova Iguaçu, decidiu radicalizar, impedindo a passagem de caminhões, o que mostrou a inoperância do explorador da concessão. Todos os dias, há congestionamentos no acesso ao Rio, nos dois sentidos, de 6h às 10h e de 16h em diante. A descida da Serra das Araras, na Velha Dutra, onde a velocidade máxima é de 40 km por hora, gera seguidos acidentes, muitos com mortes e dificulta o desenvolvimento de indústria e comércio na capital fluminense. Se fosse ativa, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) poderia cancelar a concessão da CCR para a Dutra, por manter curvas dos anos 50 na principal via do país, em pleno século XXI.

COLUNA DO SÉRGIO BARRETO MOTTA DO MONITOR MERCANTIL
Fonte:http://www.monitormercantil.com.br/mostranoticia.php?id=111086

MINISTÉRIO PÚBLICO DECIDE INVESTIGAR SE COMPRA DAS BARCAS S.A. FERIU LEI DE LICITAÇÕES, SEGUNDO RJTV



http://globotv.globo.com/rede-globo/rjtv-1a-edicao/v/ministerio-publico-decide-investigar-se-compra-das-barcas-s-a-feriu-lei-de-licitacoes/1891895/


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09/04/2012

NOVO RESPONSÁVEL PELAS BARCAS S.A VAI ALUGAR DUAS EMBARCAÇÕES, SEGUNDO G1

Equipe vai pesquisar modelos de barcas em Hong Kong e Cingapura.

Do G1 RJ
 
05/04/2012 13h35 - Atualizado em 05/04/2012 15h20



O diretor-presidente da CCR Ponte, Márcio Roberto de Morais Silva, afirmou nesta quinta-feira (5), em entrevista ao RJTV, que vai alugar novas embarcações para resolver o problema de superlotação e de demora entre as viagens nas barcas, que fazem o transporte de passageiros entre Rio de Janeiro e Niterói. Ao todo, serão alugadas duas novas barcas. A CCR Ponte fechou acordo para a aquisição de 80% do capital social da Barcas S.A por um valor de R$ 72 milhões, sujeito a ajustes.

“Nós estamos, agora, mandando uma equipe para fora do Brasil para verificar que tipo de embarcação nos atende e que esteja disponível no mercado”, afirmou Morais Silva. A equipe vai pesquisar novas barcas em Hong Kong e Cingapura. “Vamos alugar embarcações”, acrescentou ele, ressaltando que é possível concluir o aluguel e colocar as novas barcas em operação no prazo de 120 dias firmado na época do último reajuste das tarifas, no começo de março. Além disso, o governo do estado já havia anunciado que vai comprar nove barcas novas.

Morais Silva afirmou que é preciso “vencer uma série de barreiras” neste primeiro momento da administração das Barcas S.A.. “Conseguir as barcas lá fora é um desafio importante. Conseguir a aprovação do projeto junto ao poder concedente e junto da agência reguladora para que se façam as obras onde existem as estações, hoje, também é um desafio que nós vamos ter que trabalhar juntos, a seis mãos, para resolver”, enfatizou.
 
‘A superlotação precisa acabar, e vai acabar’, diz diretor

De acordo com o presidente da CCR Ponte, existem dois problemas fundamentais que precisam ser “atacados” imediatamente. “O primeiro é a quantidade de barcas, principalmente no horário do rush. Em segundo lugar, vamos aumentar a área onde, hoje, existem as estações. É preciso dar conforto para os usuários enquanto ele aguarda entre uma viagem e outra”, ressaltou. Entretanto, Morais Silva preferiu não estipular um prazo para a solução dos problemas que afligem os usuários das barcas. “Se falar em tempo, agora, talvez esteja incorrendo em um erro”, disse.

 “Quando a gente fala em aumentar o número de barcas, naturalmente vai diminuir o tempo de travessia. Precisa de mais barcas para que esse tempo fique menor e que fiquem menos pessoas aguardando nas estações”, explicou Morais e Silva. “A superlotação precisa acabar, e vai acabar”, finalizou.

Fonte:http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/04/novo-responsavel-pelas-barcas-s-vai-alugar-duas-embarcacoes-no-rj.html

06/04/2012

MINISTÉRIO PÚBLICO QUER CASSAR EMPRESA QUE ADMINISTRA BARCAS NO RIO, SEGUNDO R7

Órgão denuncia que empresa não está oferencendo serviço com qualidade
Do RJ no Ar | 05/04/2012 às 15h33

O ministério público estadual anunciou que vai pedir a cassação da empresa que administra as barcas por não manter um serviço de qualidade.
De acordo com o órgão, a empresa não está cumprindo com os termos do contrato, por isso, o governo terá problemas para por fim na concessão. Entre as irregularidades cometidas pela concessionária estão os problemas como falta de coletes salva vidas e os casos onde as embarcações ficaram à deriva.
A Barcas S/A é a 5ª maior operadora de transporte marítimo do mundo, com a responsabilidade de transportar 100 mil passageiros.
Recentemente a concessionária responsável pela Ponte Rio Niterói comprou 80% da empresa responsável pelo serviço por R$ 72 milhões.

Fonte: http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/ministerio-publico-quer-cassar-empresa-que-administra-barcas-no-rio-20120405.html 



Video: http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/ministerio-publico-quer-cassar-empresa-que-administra-barcas-no-rio-20120405.html


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05/04/2012

CCR COMPRA 80% DA BARCAS, NO RIO, POR R$72 MILHÕES, SEGUNDO O GLOBO

Acordo está sujeito 'ao cumprimento de condições precedentes'.
CCR já administra a Ponte Rio-Niterói.

Da Reuters
 
A CCR fechou acordo para a aquisição de 80% do capital social da Barcas S.A, que faz transporte de passageiros entre Rio de Janeiro e Niterói, por um valor de R$ 72 milhões, sujeito a ajustes.
A CCR – que já administra a Ponte Rio-Niterói – adquiriu a concessão da Barcas S.A da Auto Viação 1001 e da Rodomar Participações.

O contrato assinado pela CCR prevê que a "consumação da aquisição e o pagamento do preço estão sujeitos ao cumprimento de condições precedentes, dentre elas, a obtenção da prévia autorização do Poder Concedente e dos credores detentores de alienação fiduciária das ações da Barcas", segundo fato relevante divulgado nesta quarta-feira (4).

A Barcas S.A. vem passando por problemas na prestação do serviço, admitidos inclusive por integrantes do governo estadual.

Em março, houve reajuste tarifário que elevou a passagem de R$ 2,80 para R$ 4,50, resultando em protestos de usuários. Passageiros que aderissem ao bilhete único poderiam pagar R$ 3,10 desde que apenas pelo uso das barcas.

A CCR, que atuava basicamente em concessões rodoviárias, tem avaliado negócios em outros setores de infraestrutura. A empresa está envolvida na aquisição de ativos aeroportuários da Andrade Gutierrez e da Camargo Corrêa, seus acionistas, fora do Brasil.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2012/04/ccr-compra-80-da-barcas-no-rio-por-r-72-milhoes.html

27/03/2012

HOMEM É PROCESSADO POR PROTESTAR CONTRA AUMENTO NA TARIFA, SEGUNDO JORNAL O FLUMINENSE

Por: Roberta Thomaz 25/03/2012

Henrique Campos recebeu uma liminar, concedida à Barcas S.A., que o responsabiliza por desordens na manifestação marcada para o dia do aumento das passagens

Professor de história e mestrando em Teoria da Literatura, Henrique Campos postou na internet um vídeo em que critica o aumento da tarifa das barcas. Além disso, declarou que condena o serviço em uma rede social. Ele ficou surpreso quando recebeu uma liminar, concedida à Barcas S.A., que o responsabilizava por possíveis desordens na manifestação marcada para o dia do aumento das passagens. Henrique foi intimado a depor e está envolvido em um processo que o acusa de apologia ao crime.

A liminar que obriga o Psol a pagar R$ 5 milhões, em caso de dano ao patrimônio das Barcas S.A. envolve também o seu nome. O que levou a empresa a tomar essa atitude?

O episódio é uma grande afronta à liberdade de expressão dos trabalhadores. Todos sabem o quanto o serviço das barcas é precário e, inclusive, perigoso. De maneira alguma me considero uma ameaça. Pelo contrário, me considero um cidadão que luta pelos nossos direitos sociais, em tempos nos quais, a cada dia, somos criminalizados por lutar pela dignidade. A estratégia da empresa foi simples: arranjar um bode expiatório para frear um movimento legítimo. Tendo em vista o grande número de acessos ao vídeo que produzi em repúdio ao autoritarismo das Barcas S.A. e meus protestos por meio de redes sociais, fui acusado de ser uma ameaça à ordem pública. Em nenhum momento eu incentivei atos de violência, nem no Facebook nem em lugar nenhum. O que a empresa considera crime são apenas a organização, os debates e o compartilhamento de materiais que tratam da questão das Barcas S.A. Estão criminalizando a organização dos passageiros insatisfeitos com o serviço das barcas. Isso, sim, é uma ameaça à democracia brasileira.

Qual foi sua reação ao tomar conhecimento do processo?

Fiquei espantado e com sentimento de profunda injustiça. Ao mesmo tempo, percebi que o processo refletia o receio que a empresa Barcas S.A. tem da mobilização das pessoas. No início de fevereiro, rolou a coleta de assinaturas para o abaixo-assinado e panfletagem. Cotidianamente, os funcionários das barcas filmavam as pessoas responsáveis pela coleta, como se os passageiros que se mobilizavam estivessem fazendo algo de errado. Existem interesses envolvidos nessa questão que não se referem somente à Barcas S.A. Antes de tudo, isso é política. Por isso, a minha reação no momento que recebi a liminar foi de profunda revolta com a empresa e com o governo. Sabemos que as empresas privadas de transportes enxergam nos governos importantes aliados, com apoios financeiros constantes: as empresas recebem verdadeiras bolsas-empresários (com auxílios fiscais) e os governantes recebem verba de campanha, durante as eleições, de boa parte dessas empresas.

Além da diminuição do valor das passagens, o que o movimento reivindica?

Quero reforçar a ideia de que este movimento não é algo homogêneo e coeso. Somos apenas passageiros protestando. Porém, pode-se perceber que o descontentamento não é só com o preço da tarifa, mas com o contrato de concessão das Barcas S.A., que deixou de ser cumprido em muitos pontos. As barcas da madrugada foram extintas; o terminal de São Gonçalo, que era para ter ficado pronto em 2000, não foi construído; o aumento proporcional da frota, em relação ao número de passageiros, não aconteceu, fora a prestação de contas obscuras. Há uma série de irregularidades. O descontentamento vai da barata que caminha sobre os nossos pés na embarcação até a indignação de não ter uma barca para voltar para casa de madrugada. É o nosso direito de ir e vir que está em jogo. Devemos transformar o modelo de gestão dos transportes profundamente. Transporte não pode ser um negócio, tem que ser um direito público de fato. Há um perfil no Facebook, intitulado “revolta das barcas”, que já possui mais de 2,5 mil amigos. A partir de lá, agrupamos importantes informações.

Um forte aparato policial foi mobilizado para, de acordo com a Barcas S.A., evitar tumultos nas manifestações. Por outro lado, os participantes afirmavam que o protesto tinha fins pacíficos. Você acha que a força policial é capaz de inibir manifestantes?

Somos um país de forte tradição autoritária. A nossa polícia ainda é militar. Do fim da ditadura para cá, as coisas parecem ter mudado à primeira vista; mas, na realidade, os movimentos sociais ainda são criminalizados. A presença ostensiva da polícia e do batalhão de choque, armados com bombas de gás lacrimogêneo, procura, sim, intimidar os manifestantes. Em um país como o nosso, em que há duas leis, a do rico e a do pobre, a intimidação é clara. A entrada arbitrária de policiais militares no campus da UFF é uma prova disso. Esse ato é de uma gravidade imensa, que precisa ser denunciada, pois relembra as ações da ditadura militar. Deve servir como alerta e questionamento: vivemos de fato numa democracia?

Por parte das autoridades, diante de uma manifestação popular que demonstre insatisfação, qual postura você julgaria correta?

Algo que nunca foi feito decentemente na nossa história: tratar uma manifestação do ponto de vista social, não policial. Vivemos em um país no qual protesto é coisa de polícia. É muito bonito quando falam dos povos árabes protestando, do movimento occupy no mundo todo. Quando o foco chega no Brasil, os manifestantes são considerados baderneiros e vândalos. Como representante da população, o governo deve legitimar essas manifestações e tratá-las como demandas legítimas do povo, ao invés de convocar um forte aparato policial.
Antes da era Lula, os caras-pintadas foram às ruas para denunciar o governo Collor. Na gestão tucana, aconteceu o movimento “Fora FHC”. Nos últimos anos, escândalos políticos causaram indignação, mas não se transformaram em grandes passeatas. O que aconteceu?

Poderíamos dizer que a participação popular no nosso país foi progressivamente atacada. As pessoas pensam que a ditadura acabou faz muito tempo e que não é válido lembrarmos dela. Porém, devemos observar que a apatia política que nós vivemos se deve muito ao desmantelamento das organizações populares antes de 1964. O governo do PT iludiu muitas pessoas, mas, na realidade, é a outra face do modo tucano de governar. As pessoas estão se dando conta disso aos poucos. Além disso, acham que a política não diz respeito a elas. Mas, um dia, elas mudam. Os protestos da barca evidenciam isso.

Assim como a Primavera Árabe, importante onda de protestos no Oriente Médio e na África, o movimento contra o aumento da passagem das barcas criou força por meio das mídias sociais. Qual a importância dessas ferramentas para possíveis mobilizações?

É de grande importância, já que nem sempre a população tem voz nos grandes veículos de informação. Na internet, temos ainda mais liberdade de expor ideias. Ainda assim, a repressão está crescendo até nesse espaço. Para mim, vale muito mais olhar a atualização de notícias postadas por amigos de blogs independentes do que assistir a um telejornal que, muitas vezes, é tendencioso e omite informações importantes.

E quais sãos os riscos das mobilizações via internet?

O risco principal é achar que a mobilização se resume somente ao mundo virtual. Pensar que só porque protestamos na internet não precisamos mais estar nas ruas. Em segundo lugar, vem o progressivo policiamento das redes sociais. No caso da liminar emitida pelas Barcas S.A., a empresa me acusa de criminoso apenas porque me posicionei na internet.

Por definição, democracia é o regime de governo no qual o povo detém o poder de tomar importantes decisões, por meio de representantes políticos eleitos. Você acha que os cidadãos desfrutam dos direitos democráticos?

Basta olharmos ao nosso redor: o massacre de Pinheirinho; as remoções ilegais de comunidades nas capitais brasileiras para os eventos de 2014 e de 2016, que já foram denunciadas pela ONU; a perseguição aos bombeiros e policiais grevistas; os estudantes das universidades federais que são perseguidos, entre muitos outros. Os direitos democráticos valem para quem tem dinheiro, poder e influência. Vivemos num país de duas leis: uma para o pobre, outra para o rico. Essa é a maior obscenidade da história do Brasil. Os direitos constitucionais não valem quando cruzamos as roletas das Barcas S.A., ou quando levantamos cartazes. Ao povo, são vedadas a organização, conscientização e luta política.

Fonte: http://jornal.ofluminense.com.br/editorias/revista/ordem-ameacada

26/03/2012

MP QUER SUSPENSÃO DE DECRETO QUE ISENTA BARCAS S/A DE PAGAR ICMS, SEGUNDO JORNAL EXTRA

O Globo

RIO - O Ministério Público quer o fim da isenção total do ICMS a concessionária Barcas S/A. A Ação Civil Pública, com pedido de liminar, ajuizada pelo órgão, pede a suspensão do decreto estadual que concedeu a isenção fiscal em março do ano passado. O MP quer apurar uma possível ilegalidade no benefício concedido. A concessionária teria feito o pedido em 2010, alegando que a medida “favoreceria a modicidade da tarifa” e possibilitaria “o reinvestimento do excedente econômico disponível na melhoria do transporte aquaviário, em prol do interesse público”.

Segundo o MP, a procuradoria do Estado teria opinado pelo indeferimento do benefício por falta de respaldo legal, mas o governo teria concedido a isenção do mesmo jeito. Ainda segundo o órgão, houve violação à Lei de Responsabilidade Fiscal, além de violação ao contrato de concessão, pois o tributo cuja base de cálculo foi integralmente reduzida compõe a fórmula que dá origem ao valor da tarifa.

“Cabe acentuar que o benefício concedido pelo Estado contemplou um dos piores serviços prestados à população do Rio de Janeiro, um serviço marcado pela ineficiência e pela insegurança, não obstante o elevado custo da tarifa cobrada (R$ 4,50 atualmente). Em suma, não resta dúvida acerca da ilegalidade do benefício tributário concedido pelo Estado do Rio de Janeiro em favor da segunda demandada, o que deve ser corrigido prontamente pelo Poder Judiciário”, afirmou em nota o promotor Rogério Pacheco Alves, responsável pela ação.

Nesta sexta-feira, a Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) entrou na Justiça com uma ação coletiva de consumo contra a Barcas S/A. O motivou foi o acidente envolvendo dois catamarãs da empresa na última quarta-feira, quando uma embarcação se chocou com a outra quando fazia uma manobra. Ninguém se feriu. É a segunda ação movida pela Alerj contra a concessionária em quatro meses.

Plano de segurança em 30 dias

Na quinta-feira, o Conselho Diretor da Agência Reguladora de Serviços Públicos de Transporte (Agetransp) determinou que a Barcas S.A. apresente em trinta dias procedimento para garantir maior segurança aos usuários, principalmente durante as manobras, além de cronograma de treinamento de reciclagem de toda a tripulação. O programa será avaliado por uma comissão técnica do órgão fiscalizador.

O motivo da medida foi a colisão do Catamarã Vital Brasil com a parte fixa da Estação Arariboia, em Niterói, em agosto de 2009. Na ocasião não houve vítimas, mas a colisão provocou tumulto no local. A concessionária também foi advertida por não comunicar o fato para Agetransp, conforme determina o contrato de concessão.

Caso a deliberação não seja cumprida, a empresa poderá ser multada em R$ 100 mil. Em fevereiro deste ano, uma publicação chegou a isentar a Barcas S.A. da responsabilidade pelo acidente, mas a decisão foi retificada. No entanto, outra deliberação desta quinta-feira isentou a empresa do acidente ocorrido em 30 de agosto de 2010, na Praça Quinze, também sem vítimas.

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/mp-quer-suspensao-de-decreto-que-isenta-barcas-sa-de-pagar-icms-4334191.html#ixzz1qEvyvTws

Fonte: http://extra.globo.com/noticias/rio/mp-quer-suspensao-de-decreto-que-isenta-barcas-sa-de-pagar-icms-4334191.html

16/03/2012

MP-RJ MOVE AÇÃO PARA ACABAR COM ISENÇÃO DE ICMS DA BARCAS S/A, SEGUNDO G1

16/03/2012 19h58 - Atualizado em 16/03/2012 19h58

Do G1 RJ

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) ajuizou uma ação para que seja suspensa a isenção total do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) a que a concessionária Barcas S/A tem direito desde março de 2011. De acordo com o MP-RJ, o promotor de justiça Rogério Pacheco, que subscreveu a ação, considerou o benefício uma "violação à Lei de Responsabilidade Fiscal".

Segundo o MP-RJ, foi instaurado um inquérito para apurar se houve ilegalidade na redução total da base de cálculo do ICMS da concessionária. O MP-RJ informou ainda que a isenção foi requerida em 2010 pela concessionária, em pedido à Secretaria estadual de Transportes, sob alegação de que a empresa precisava recompor seu equilíbrio econômico-financeiro e que a medida "favoreceria a modicidade da tarifa", além de possibilitar o reinvestimento na melhoria do transporte.

“O benefício concedido pelo Estado contemplou um dos piores serviços prestados à população do Rio de Janeiro, um serviço marcado pela ineficiência e pela insegurança, não obstante o elevado custo da tarifa cobrada (R$ 4,50 atualmente). Em suma, não resta dúvida acerca da ilegalidade do benefício tributário concedido pelo Estado do Rio de Janeiro [...], o que deve ser corrigido prontamente pelo Poder Judiciário”, afirmou, em nota, o promotor Rogério Pacheco.

Reajuste

No dia 3 de março, entrou em vigor a nova tarifa das Barcas S/A. O valor da passagem passou de R$ 2,80 para R$ 4,50, o que representou um aumento de mais de 60%. O reajuste foi autorizado pela Agetransp, agência reguladora do serviço de transporte público.

A reguladora informou que fez um estudo na empresa Barcas S/A e que esse reajuste era necessário porque a empresa estava com "desequilíbrio econômico e financeiro".

Manifestação contra reajuste

Com cartazes de protesto contra o aumento da passagem, usuários das barcas fizeram uma manifestação pacífica na manhã do dia 1º de março na estação Araribóia, em Niterói.
Aumento na tarifa das Barcas S/A gerou protesto de passageiros (Foto: Reprodução TV Globo) 
Aumento gerou protesto de passageiros na estação
Araribóia, em Niterói (Foto: Reprodução TV Globo)

Cerca de cem manifestantes colheram assinaturas contra o reajuste e mandarão o documento ao Ministério Público. Segundo a polícia, cerca de 300 pessoas participaram do protesto.

Em meio à polêmica do reajuste na tarifa, o secretário de Transportes Júlio Lopes reconheceu que o serviço precisa de ajustes. Mas disse também que apesar dos problemas, o sistema atende aos padrões internacionais.

Como se cadastrar no Bilhete Único

O passageiro que tem o Bilhete Único Intermunicipal terá um aumento menor, de R$ 0,30, e a tarifa sobe para R$ 3,10. Qualquer pessoa pode fazer o cartão. Na Praça XV e na estação de Araribóia, em Niterói, os postos de atendimento do Bilhete Único funcionam das 8h às 19h e o cartão é feito na hora. O cadastro também pode ser feito pela internet, no site do Riocard.


Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/03/mp-rj-move-acao-para-acabar-com-isencao-de-icms-da-barcas-s.html

14/03/2012

Contratos, Editais e Relatórios sobre as Barcas.

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Contratos, Editais e Relatórios sobre as Barcas - da AGETRANSP:

http://www.agetransp.rj.gov.br/aquaviario/barcas-sa/contratos


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13/03/2012

DEPUTADOS DA ALERJ TÊM CONTATOS PESSOAIS DIVULGADOS NAS REDES SOCIAIS. CIDINHA CAMPOS É PRIMEIRO ALVO DA "REVOLTA DAS BARCAS", SEGUNDO JORNAL EXTRA

12/03/12 20:01

Campanha no Facebook tem como primeiro alvo a deputada Cidinha Campos
Campanha no Facebook tem como primeiro alvo a deputada Cidinha Campos Foto: Reprodução da internet
Beatriz Mota

Os deputados estaduais que votaram a favor da lei de reestruturação tarifária das barcas estão sendo alvos de uma perseguição virtual. Nesta segunda-feira, o perfil Revolta das Barcas, no Facebook, passou a compartilhar a campanha “Um deputado por dia”, que pretende divulgar todos os contatos públicos e pessoais de 40 políticos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A mensagem estimula que a população se manifeste questionando o reajuste.

“Hoje é dia de Cidinha Campos... Mandem e-mails, SMS ou liguem reclamando desse aumento!”, diz o post, que revela, entre outros contatos, o celular pessoal e o telefone residencial da deputada do PDT. Por conta das ligações, ela terá que trocar o número dos aparelhos.

- Passei o dia atendendo às ligações: alguns foram educados e, para estes, justifiquei o meu voto. Para quem dá recado malcriado eu não vou falar nada... Só no meu gabinete, foram mais de 60 ligações, mas estão ligando muito também para o celular e para a minha casa. Vou ter que trocar os números amanhã - diz Cidinha, que atribui o ato a um jogo político.

A postagem, que já foi compartilhada mais de 400 vezes por usuários do Facebook, anuncia que os contatos dos deputados foram cedidos pelo grupo de hackers Anonymous - o mesmo que assumiu a autoria do ataque ao site do Vaticano nesta segunda-feira.

- Não acredito que o Anonymous se dedique a esta causa. Só se for um Anonymous Tabajara. Acho que há políticos inescrupolosos por trás disto e usando a população. O deputado André Lazaroni (PMDB) está recebendo ligações para a casa da mulher que não é nem mais dele. São trotes à noite, para a casa onde moram seus filhos pequenos... - relata a deputada.

A campanha promete, a partir desta segunda-feira, divulgar todos os dias o contato de um dos 40 deputados que votaram favoravelmente ao subsídio por parte do Governo estadual sobre a passagem de R$ 4,50. Cadastrados no bilhete único, os usuários das barcas pagam R$ 3,10. “Qual deve ser o próximo deputado homenageado nesta terça-feira?”, anuncia o post da Revolta das Barcas".

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/deputados-da-alerj-tem-contatos-pessoais-divulgados-nas-redes-sociais-cidinha-campos-primeiro-alvo-da-revolta-das-barcas-4292192.html#ixzz1p35ZjxZO

Fonte: http://extra.globo.com/noticias/rio/deputados-da-alerj-tem-contatos-pessoais-divulgados-nas-redes-sociais-cidinha-campos-primeiro-alvo-da-revolta-das-barcas-4292192.html

Video divulgado no Youtube


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=AJeHbLLsk6s&feature=youtu.be
Video postado por: Papuzito1 em 08/03/2012

AGÊNCIA REGULADORA INVESTIDA COLISÃO ENTRE CATAMARÃS NA BAÍA DE GUANABARA, SEGUNDO SITE R7

Do R7 | 13/03/2012 às 12h04 
 
A Agetransp (agência reguladora de transporte) instaurou processo regulatório e enviou fiscalização para apurar os motivos do incidente ocorrido nesta terça-feira (13) com o catamarã Avatares, da Concessionária Barcas SA.

Devido a problemas técnicos, ao retornar do trajeto Charitas-Rio, às 8h53, o Avatares se chocou com o catamarã social Urca III.

As duas embarcações foram avariadas e ambas recolhidas ao estaleiro.

O incidente não afetou a operação de Barcas SA, contudo, a Agetransp permanece monitorando o transporte de passageiros.

Passageiros insatisfeitos

Recentemente as barcas foram alvo de seguidos protestos de isuários insatisfeitos com o serviço prestado e com o aumento da tarifa. O valor da passagem passou de R$ 2,80 para R$ 4,50, um aumento de 60,7%.
As manifestações reuniram dezenas de pessoas na praça Arariboia, em Niterói, região metropolitana do Rio, no dia 1º de março.

Um grupo de  hackers também protestou contra o aumento, invadindo o site da concessionária.

Fonte: http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/agencia-reguladora-investiga-colisao-entre-catamaras-na-baia-de-guanabara-20120313.html

BARCAS S/A DIZ QUE "PROBLEMA TÉCNICO" OCASIONOU CHOQUE ENTRE EMBARCAÇÕES NA PRAÇA XV, SEGUNDO JORNAL EXTRA

A assessoria de imprensa da Concessionária Barcas S/A divulgou nota sobre o acidente ocorrido na manhã desta terça-feira, na Praça XV, quando, segundo passageiros, um catamarã bateu numa barca que estava atracada para desembarque. Eis a íntegra do informe:

“Na manhã desta terça-feira (13/3), o catamarã Avatares, que realizava a viagem das 8h38, com 404 passageiros a bordo, no trajeto Charitas-Praça XV, apresentou problema técnico e, durante a manobra de atracação, encostou em outra embarcação que estava parada no atracadouro ao lado, na estação Praça XV.”

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/barcas-sa-diz-que-problema-tecnico-ocasionou-choque-entre-embarcacoes-na-praca-xv-4294786.html#ixzz1p16upmOk


Fonte: http://extra.globo.com/noticias/rio/barcas-sa-diz-que-problema-tecnico-ocasionou-choque-entre-embarcacoes-na-praca-xv-4294786.html

08/03/2012

ALERJ DERRUBA VETO DE CABRAL QUE CRIOU UMA NOVA ESTRUTURA DE TARIFAS PARA O SERVIÇO DAS BARCAS, SEGUNDO SITE YAHOO

RIO - A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) derrubou ontem o veto do governador Sérgio Cabral que excluía do balanço financeiro da Barcas S/A os recursos que a concessionária arrecada com suas linhas seletivas - como a Charitas-Rio - e as receitas provenientes de outras atividades, como a administração dos seus estacionamentos, o aluguel de espaços comerciais e a exploração de publicidade. O texto vetado é uma das emendas feitas ao projeto de lei 1.145, de 2011, aprovado em dezembro e que criou uma nova estrutura tarifária para o serviço, autorizando o estado a subsidiar parte da passagem para os usuários portadores do Bilhete Único Intermunicipal. Na prática, segundo os deputados, a derrubada do veto vai influenciar no cálculo futuro das tarifas.
- O mesmo contrato de concessão que permite explorar as linhas regulares permite que a empresa crie linhas especiais, como a que vai para Charitas, e tenha as receitas acessórias. Então não faz sentido retirarem do balanço, por exemplo, os recursos obtidos com a linha de Charitas, que é extremamente lucrativa - disse o autor da emenda, deputado Gilberto Palmares (PT).
O presidente da Alerj, deputado Paulo Melo (PMDB), e o líder do Governo na casa, deputado André Correa (PSD), afirmaram que avisaram ao governo que iam respeitar o acordo feito na ocasião em que o texto foi votado. Correa disse ainda que o veto foi resultado de uma falha de comunicação. Já Melo afirmou que, de qualquer forma, o texto da emenda já está previsto numa lei federal.
No entanto, segundo Palmares, se o veto do governo prevalecesse, o cálculo futuro das tarifas seria prejudicado e até a aprovação do subsídio dado pelo governo poderia ser dificultada.
- Acho que transporte de massa tem que ser subsidiado. Mas, para isso, é preciso haver uma transparência que hoje não existe. Minha expectativa é que, vencida esta etapa, consigamos abrir essa caixa-preta. Mesmo porque o projeto de lei que aprovamos em dezembro determina que o governo contrate, num prazo de 120 dias da publicação da lei, uma auditoria externa, independente, para analisar as contas da concessionária.
Uma vez derrubado o veto, o texto em questão será acrescentado à lei que já foi sancionada pelo governador Sérgio Cabral.
Oposição foi contrária à aprovação de projeto
Apesar de o texto final ter sido costurado num acordo dos líderes do Legislativo, ele não conseguiu unanimidade. Parlamentares de oposição foram contrários à aprovação do projeto de lei, que aconteceu na última sessão feita na Alerj em 2011. Nos últimos dias, em meio aos protestos contra o aumento da tarifa, autorizado pelo governo do estado e pela agência reguladora do serviço, a Agetransp, foi divulgada uma lista dos deputados que teriam votado a favor do projeto. Até o fim do dia de ontem, no entanto, a Alerj não confirmou os nomes de quem votou contra e a favor da proposta.
Aumento de passagem causa polêmica no Legislativo
Além da discussão sobre o veto do governador Sérgio Cabral à emenda ao projeto de reestruturação das tarifas das barcas, a Alerj tem se ocupado, nos últimos dias, em discutir um outro aspecto da questão. Acusados de autorizar o aumento da tarifa de R$ 2,80 para R$ 4,50, os parlamentares da base governista afirmam que só deram o aval para a criação de um subsídio que tornasse a passagem mais acessível aos usuários que utilizam o serviço com frequência.
- Não fomos informados sequer do valor da tarifa - afirmou o presidente da Casa, deputado Paulo Melo (PMDB), aliado de Cabral.
Segundo ele, os deputados, que tiveram dados pessoais expostos na internet por manifestantes contrários ao aumento, estariam sofrendo uma injustiça, pois não teriam votado a favor do reajuste.
Ainda de acordo com Paulo Melo, o projeto enviado pelo governador em meados de dezembro não tinha valores. De fato, o texto não cita preços. De acordo com a Secretaria estadual de Transportes, o valor foi sugerido pela agência reguladora do serviço, a Agetransp. O governo teria, então, decidido subsidiar a tarifa, para não afetar o bolso do usuário.
A questão a que a secretaria não respondeu até o fim da noite de ontem é quanto esse subsídio vai pesar no orçamento do governo. Procurada, a Agetransp também não respondeu qual foi a base do cálculo que usou para chegar ao valor do reajuste aplicado pelo governo.
Mas, de acordo com a oposição, quem votou pelo subsídio votou pelo reajuste. Isso porque o texto do projeto faz menção ao processo da Agetransp que trata da questão.
- É uma hipocrisia. O texto não concede o aumento, mas quem o aprovou ratificou a decisão do governo - diz o deputado Luiz Paulo Correa da Rocha (PSDB).
No fim da sessão de ontem, o deputado Marcelo Freixo (PSOL) apresentou uma moção de repúdio ao reajuste:
- Quem estiver contrário ao aumento que assine a moção. Esta é a melhor forma de respondermos à sociedade.
No fim do dia, no entanto, apenas 12 dos 70 parlamentares subscreveram o texto.







Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/alerj-derruba-veto-cabral-criou-nova-estrutura-tarifas-022200692.html

DEVASSA NAS CONTAS DA BARCAS, SEGUNDO JORNAL O DIA

Decisão da Alerj determina auditoria na empresa, que terá que contabilizar receita extra

POR Christina Nascimento

Rio -  A Barcas S.A. terá que passar por uma auditoria independente e contabilizar como receita o dinheiro arrecadado com a linha Charitas-Praça 15, estacionamentos e aluguel de lojas nos terminais das embarcações. As obrigações foram aprovadas ontem na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e poderão determinar mudança no cálculo da tarifa. Ontem, houve mais protestos contra o aumento de 60,7% na passagem Rio-Niterói.

Os deputados derrubaram por unanimidade (55 votos e duas abstenções) o veto do governador Sérgio Cabral à emenda que determinava essas medidas. Conforme o texto, a devassa nas contas da empresa terá que ser feita em 120 dias.

Estudantes e passageiros voltaram a protestar na estação de Arariboia, em Niterói | Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
Estudantes e passageiros voltaram a protestar na estação de Arariboia, em Niterói | Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
A emenda será incluída na Lei 6.138, de 19 de dezembro de 2011, que instituiu nova estrutura tarifária nas barcas. Para o autor da mudança, deputado Gilberto Palmares (PT), a medida vai permitir que se conheça a realidade dos caixas da empresa e, consequentemente, reduzir a tarifa.

“Quando se incluem os verdadeiros valores arrecadados pela Barcas, temos como mostrar que não há o tal desequilíbrio econômico-financeiro que se alega. Não faz sentido retirarem dos cálculos, por exemplo, o valor obtido com a linha Charitas, que é lucrativa e tem tarifa de R$ 12”, disse.

Calcula-se que a linha transporte todo mês 120 mil passageiros. A concessionária informou que o contrato com o estado não prevê que essa arrecadação seja contabilizada como receita. O dinheiro dos estacionamentos de Cocotá, Praça 15 e Charitas e do aluguel de lojas nos terminais já seria inserido no cálculo financeiro.

O resultado da auditoria deverá obrigatoriamente ser apresentado em audiência pública conjunta das comissões permanentes de Transporte e de Orçamento, Finanças, Fiscalização Financeira e Controle da Alerj. Relatório da Universidade Federal de Santa Catarina, feito a pedido da agência reguladora de transportes do Rio, se refere a ‘rombo’ de R$ 106.584.837,69 nas contas da Barcas entre 2003 e 2008.
 
Grupo de estudantes sai em protesto

Nesta quarta-feira, cinco dias após a concessionária Barcas S.A. aumentar o valor da tarifa de R$ 2,80 para R$ 4,50, ainda havia manifestação nos terminais por causa do reajuste. Cerca de 100 pessoas — a maioria estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF) — saíram à tarde da Praça Araribóia, em Niterói. De barca, eles seguiram, às 14 h, para a Praça 15, de onde foram até a Alerj protestar.

Foto: Vander Alvim / Agência O Dia

 Durante o percurso, o grupo foi cantando a música ‘Emoções’, de Roberto Carlos, que foi usada para fazer uma paródia: “Se paguei e se sofri, sessenta e um por cento aqui”, cantavam eles, fazendo referência ao percentual do aumento.

Os manifestantes também usaram cartazes e gritaram palavras de ordem. Eles ficaram sentados na escadaria da Assembleia. Rapidamente, chegaram ao local cinco viaturas da Polícia Militar e duas vans com homens do Batalhão de Choque. Apesar da presença de policiais, não houve conflito no local. O grupo tentou entrar na Alerj, mas foi impedido por seguranças.

Fonte: http://odia.ig.com.br/portal/rio/devassa-nas-contas-da-barcas-1.416753

06/03/2012

GRUPO DE HACKERS INVADE SITE DA CONCESSIONÁRIA QUE ADMINISTRA AS BARCAS, SEGUNDO JORNAL EXTRA


Texto de hackers no site da Barcas S/A. Eles ameaçam divulgar dados da empresa
Texto de hackers no site da Barcas S/A. Eles ameaçam divulgar dados da empresa Foto: Reprodução da internet
 
Luisa Valle - O Globo


RIO - O site da Barcas S/A foi invadido por hackers na tarde desta terça-feira. O grupo Anonymous, colocou na página um texto em que faz críticas ao estado de conservação do transporte e ao aumento da passagem, que passou a vigorar a partir do último sábado. Em seu texto, o grupo afirma ainda que teve acesso aos dados da concessionária:

"E quanto a vocês das barcas, estamos com acesso aos seus sistemas e estamos encontrando coisas interessantes. Aguarde o wikileaks. Pois nós somos Anonymous, nós somos uma legião, nós não perdoamos, nós não nos esquecemos", diz trecho da mensagem do grupo, que faria parte de um dos maiores coletivos de hackers da rede, e que em fevereiro teria invadido sites de duas empresas aéreas brasileiras.

Desde a semana passada, diversas manifestações estão sendo realizadas contra o aumento da passagem das barcas, que passou de R$ 2,80 para R$ 4,50 para quem pagar a passagem em dinheiro e R$ 3,10 para quem usar o Bilhete Único. Na semana passada, o mesmo grupo hacker teria divulgado também informações de todos os deputados da Assembleia Legislativa do Rio que votaram a favor do aumento da passagem.

Na segunda-feira, manifestantes fizeram um protesto com faixas e até mesmo uma réplica da barca na Estação Arariboia, em Niterói. Eles colheram assinaturas reivindicando o não aumento na tarifa. O documento diz que, caso a Barcas não tenha condições de operar ao custo de R$ 2,80, que devolva a concessão ao governo.

Até o momento, o grupo já conseguiu recolher 30 mil assinaturas. A adesão começou a ser feita antes do carnaval, e na segunda, as assinaturas foram entregues ao MP. Posteriormente, novas adesões serão anexadas à ação. No mesmo dia, o deputado Marcelo Freixo (PSOL) ingressou com representação no Ministério Público, pedindo ao órgão uma ação judicial contra o aumento. Os deputados e vereadores do PSOL se reunirão com o presidente do Tribunal de Justiça, Manoel Alberto Rebêlo, para discutir a liminar que responsabiliza integrantes do partido por eventuais danos ao patrimônio durante atos contra o reajuste
A implantação da tarifa única nas cinco linhas de barcas acabou encarecendo a passagem Rio-Niterói. Estudo encomendado, ano passado, pela Agência Reguladora de Transportes do Estado (Agetransp) à Universidade Federal de Santa Catarina mostra que o trecho Rio-Niterói poderia custar R$ 3,18, para garantir o equilíbrio econômico-financeiro da concessionária. Já as ligações Rio-Paquetá e Mangaratiba-Ilha Grande, nos fins de semana, passariam para R$ 34,93 e R$ 47,67, respectivamente (custavam R$ 4,50 e R$ 14 antes da tarifa única).Segundo o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, a Agetransp propôs fixar a tarifa única (aprovada em dezembro pela Alerj) em R$ 4,70. O valor caiu para R$ 4,50, com a retirada do ICMS.

Problema com as barcas também afeta trânsito

Enquanto isso, Niterói registrou mais um dia de problemas no trânsito. No Twitter, usuários relacionam o caos na cidade ao aumento do preço das Barcas. Nesta manhã, a Praça Arariboia está tranquila, sem muitas filas para acessar as Barcas. O usuário de perfil @eduardu_abreu tuitou que escolheu sair de carro em direção ao Rio na manhã desta terça por estar insatisfeito com o aumento da passagem. "Saindo de casa para o trabalho de carro/ônibus além de darmos um nó no trânsito, mostramos nossa resposta a Barcas S/A", postou. O perfil também se mostrou bastante ativo nos comentários sobre protestos contra o preço da passagem nos últimos dias.

— Utilizo o serviço Barcas S/A diariamente, um péssimo serviço. Se podem complicar nossas vidas, por que não fazer o mesmo com eles? — indagou o atendente previdenciário, Eduardo Abreu, pelo seu perfil, em entrevista ao GLOBO pelo Twitter.
Por volta das 9h, após a falta de filas causar estranhamento no Twitter, a Barcas S/A informou que a movimentação começou a ficar intensa na Praça Arariboia. Segundo a concessionária, as filas de acesso à estação são de, aproximadamente, cinco minutos.

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/grupo-de-hackers-invade-site-da-concessionaria-que-administra-as-barcas-4230955.html#ixzz1oNGBMZHb


Fonte: http://extra.globo.com/noticias/rio/grupo-de-hackers-invade-site-da-concessionaria-que-administra-as-barcas-4230955.html

COLETES SEM DATA DE FABRICAÇÃO E EXTINTORES EM FALTA, SEGUNDO JORNAL O DIA

Apesar da tarifa maior, barcas navegam em condições inseguras

POR Livia Aragão

Rio -  Bancos rasgados, pedaços do teto despencando, banheiros sujos, insetos, ferrugem, coletes sem data de fabricação ou validade e extintores de incêndio em falta. Esse é o conjunto de ‘vantagens’ que a Barcas S.A. oferece em troca do aumento de 60,7% no valor do passagem, válido a partir de sábado. Equipes de reportagem de O DIA percorreram composições que fazem o trajeto da Praça 15 para Ilha do Governador e Niterói, e constataram a má conservação e o abandono da concessionária.

No corredor central de barca que ia de Cocotá para a Praça 15, faltavam extintores de incêndio | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
No corredor central de barca que ia do Cocotá para a Praça 15, faltavam extintores de incêndio | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
“Pego a barca todo dia e fico horrorizado. A manutenção é ruim, as roletas de acesso vivem quebradas. Estava na composição que ficou à deriva mês passado e na ocasião constatei que os coletes salva-vidas não tinham especificações de data”, comenta o contador Aloísio Santos, 68.

Segundo a tenente Cláudia Diniz, responsável pela Divisão de Homologação de Material de Salvatagem da Marinha do Brasil, coletes sem data de fabricação estão fora da norma: “Não dá para verificar se o certificado que demos está dentro do prazo”.

Devido à superlotação, passageiros sentam nas escadas em barca do Centro para Niterói | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
Devido à superlotação, passageiros sentam nas escadas em barca do Centro para Niterói | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
A Capitania dos Portos informou que já notificou várias vezes a empresa por falhas de segurança como a irregularidade no salva-vidas e assegurou que vai apurar o flagrante do jornal. Lembrou ainda que a população pode informar falhas na segurança da navegação pelo tel. 2233-8412.

Filas de meia hora e passageiros em pé nas composições

Além dos incômodos de infraestrutura, quem quer atravessar a baía de Guanabara e fugir do trânsito precisa enfrentar ainda longas filas sob o sol, superlotação e calor. “É um descaso, sempre tem fila e a gente chega atrasado no trabalho”, se indigna o office boy, Rodrigo do Nascimento, 24, que mora em Niterói e utiliza as barcas todos os dias.

Na estação Araribóia, a equipe do jornal constatou quatro enormes filas que viravam o quarteirão com demora de mais de 20 minutos, composições cheias com usuários em pé e sentados nas escadas.
Buracos no chão e ferrugens em barca do Cocotá para Niterói | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
Buracos no chão e ferrugens em barca do Cocotá para Niterói | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
“É incômodo e quente. Deveria ter mais barcas”, cobra o auxiliar de RH, Átila Queiroz, 23, morador de São Gonçalo. Os passageiros reclamam ainda da pouca flexibilidade de horários para Ilha e Paquetá. “O intervalo é grande e elas sempre atrasam. Além de terem virado ninho de baratas”, relata o corretor Fernando Seixas, 46.
Foto: Reprodução Vídeo
Foto: Reprodução Vídeo
 
 
Fonte: http://odia.ig.com.br/portal/rio/coletes-sem-data-de-fabrica%C3%A7%C3%A3o-e-extintores-em-falta-1.415322

03/03/2012

RELATÓRIO APONTA NOVO CÁLCULO DE TARIFA DA BARCA, SEGUNDO JORNAL O DIA

Estudo encomendado pela agência reguladora de transportes do Rio afirma que concessionária faz dupla cobrança de itens como renovação e ampliação da frota

POR  Christina Nascimento
Felipe Freire

O relatório encomendado pela Agência Reguladora de Transportes do Estado do Rio (Agetransp) à Universidade Federal de Santa Catarina sobre Revisão Tarifária da Barcas S.A. mostra que a concessionária faz dupla cobrança de alguns itens ao calcular o preço da passagem. Neste sábado entra em vigor o novo valor, de R$ 4,50, que representa um aumento de 60,7%.

O estudo técnico sugere que a empresa exclua da fórmula tarifária os custos da ‘renovação e ampliação da frota’, já que os gastos com estes quesitos já estão embutidos em outros, como ‘depreciação, aumento das receitas e ganhos de escala’. Na página 109 do documento, o tópico ‘Críticas e Sugestões’ diz, entre outras coisas, que “não cabe a inclusão de valor nas tarifas para expansão da frota porque (...) os mecanismos contábeis e financeiros existentes e em uso já seriam suficientes para assegurar o financiamento e remuneração da expansão”.

Pedro Pedroza fará o Bilhete Único para fugir do ‘assalto’: ‘Eles fazem o que querem´ | Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia
Pedro Pedroza fará o Bilhete Único para fugir do ‘assalto’: ‘Eles fazem o que querem´ | Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia
Se a Barcas retirar esses custos do cálculo, algumas passagens chegariam a redução de até 50%, como Mangaratiba-Abraão. No caso de Rio-Niterói, o impacto não seria sentido devido ao volume de passageiros. Mas a sugestão do estudo é que a tarifa ficasse em R$ 3,18, como mostrou nesta sexta-feira O DIA. Procuradas, a Agetransp e a Barcas S.A. não comentaram.

A Secretaria Estadual de Transportes informou que, pelos princípios da “modicidade tarifária e da solidariedade social”, acolheu recomendação de unificar as tarifas, o que acarretou o maior aumento da Rio-Niterói.

Na segunda, o Ministério Público de Niterói vai cobrar do governo explicação para o aumento. No mesmo dia, deputados do PSOL vão ao Tribunal de Justiça questionar liminar que prevê multa para o partido e militante contra o aumento da tarifa.
 
R$ 782 a mais em um ano

A diferença cobrada pela Barcas a partir de hoje vai pesar no bolso de quem usa o serviço. Em um ano com 230 dias úteis, o passageiro gastará R$ 782 a mais com transporte de ida e volta. Isso, se pagar os R$ 4,50 da tarifa cheia. Se tiver o Bilhete Único, o preço cai para R$ 3,10, mas ainda assim representa um gasto a mais: R$ 138 além da antiga conta de R$ 1.288.

Maria Eduarda e Raphael insinuam uma travessia a nado para escapar do alto preço da tarifa | Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia
Maria Eduarda e Raphael insinuam uma travessia a nado para escapar do alto preço da tarifa | Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia
“Por não terem concorrência, fazem o que bem querem com a gente”, indignou-se o consultor de sistemas Pedro Pedroza, 30. “Vou acabar fazendo o Bilhete Único para fugir desse assalto”.

“Meu lazer acaba prejudicado. É o dinheiro do jantar, do cinema”, disse o estudante Pedro Ernesto, 22, que recebe no estágio R$ 105 de ajuda de custo e terá de inteirar R$ 25 a cada mês. Opinião semelhante tem a advogada Rosa Menezes, 34: “Faz diferença até na compra do mercado”.

Os usuários reclamam que os serviços não condizem com o reajuste. “Não tem ar, não tem organização. É só fila e confusão. Daqui a pouco teremos que vir trabalhar nadando”, ironizou o auxiliar de cartório Raphael Muniz, 29.
 
Integração trem-metrô mais cara

A partir desta segunda-feira, a integração entre metrô e trens da SuperVia será feita apenas com Bilhete Único. No novo sistema, o preço também foi reajustado, passando dos R$ 4,20 com o bilhete de papel para R$ 4,95.

Segundo o Metrô Rio, porém, o novo valor ainda é uma tarifa promocional, representando desconto de R$ 1,05. Isso porque, se somadas as tarifas dos dois modais — R$ 3,10 do metrô e R$ 2,90 da SuperVia — o valor final a ser desembolsado seria de R$ 6.


Fonte: http://odia.ig.com.br/portal/rio/relat%C3%B3rio-aponta-novo-c%C3%A1lculo-de-tarifa-da-barca-1.414867